A primeira foto a gente nunca esquece!

Existem algumas fotografias que ficam para a história, que fazemos uma vez e, por mais que tentemos, não conseguimos superá-las. A fotografia tem algo de mágico, da alquimia entre o fotógrafo e o fotografado que não tem uma explicação técnica, a explicação está em outra ordem, em outro plano. Em 2007 fotografei o casamento de dois amigos, Roberto Brandão e Larissa Capucho, ambos ortodontistas. Esse Foi o primeiro casamento que fotografei em Vitória. Não era o fotógrafo oficial, e minha intenção era fazer um álbum montado manualmente para dar de presente para eles. A energia de Roberto e Larissa é contagiante. Fiz essa foto da saída do casal de um ângulo nada convencional: da lateral da igreja, pois prometi a Ricardo Fontana que não iria atrapalhar o seu trabalho e, dessa forma tive que sair do ângulo “convencional”. A foto era quase impossível, mas as vezes o impossível torna-se possível e, nesse caso, não só tornou-se possível assim como essa foto é, até hoje, a foto que mais gosto de saída de casal. Passaram-se 04 anos, fotografei muitos casamentos depois desse e ela continua lá ocupando o seu posto. Na fotografia, assim como na vida muitas vezes é preciso arriscar, ousar!

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Sobre www.andrealvesfotografia.com.br

Comecei a fotografar profissionalmente em 1987, com 14 anos de idade. Tive como o meu primeiro e grande mestre Humberto Capai. Em 1989 ingressei no Curso de Ciências Biológicas da UFES, tornei-me biólogo e durante muito tempo fotografei a natureza do Espírito Santo e do Brasil. Publiquei fotografias em diversos livros, revistas e outras mídias. Em 1996 ingressei no Mestrado em Multimeios da UNICAMP e em 2004 publiquei o livro "Os argonautas do mangue: uma etnografia visual dos caranguejeiros do município de Vitória – Editora da Unicamp, 2004". Nessa época mudei o foco do seu trabalho de uma natureza pura e intocada para uma natureza transformada pelo ser humano e comecei a me interessar em fotografia de gente. A bagagem adquirida com a antropologia visual me ajuda muito hoje na fotografia de casamento. Em 2008, de uma forma despretensiosa, comecei a fotografar casamentos de amigos para presenteá-los com as fotos e me interessei pelo tema. Desde então venho construindo uma trajetória nessa área. Como define Henri Catier-Bresson, o pai da fotografia documental, a fotografia exige do fotógrafo um sincronismo perfeito entre a cabeça, o olho e o coração. A cabeça para pensar, saber exatamente o que se quer, quais as informações são mais importantes, qual é o conceito de cada ensaio. O olho para se extrair, em uma fração de segundo, o que é essencial em uma cena e retirar o que é desnecessário. O coração traz para mim o que é fundamental na fotografia de casamento: o envolvimento. Envolvimento com o casal, com essa família que está nascendo, com toda a energia depositada nesse momento, pelos familiares e pelos amigos. O álbum de casamento é, para mim, um documento. Um documento que pode ser ao mesmo tempo denso e lindo. O registro do início de uma história: da sua história. E é uma das coisas que mais gosto de produzir atualmente com a fotografia. www.andrealvesfotografia.com.br
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